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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

O Evangelho do Reino

Por Rob Campbell, Pastor Fundador, www.cypresscreekchurch.com

Em Agosto, os bloggers do JCG irão discutir e abrir a paixão enraizada na teologia e verdade bíblica. Semana passada, eu rapidamente tratei de três evangelhos falsos:

O evangelho do somente-perdão é o mais comum dos evangelhos pregados hoje e é também conhecido como o “evangelho do gerenciamento do pecado.” 

O evangelho do consumidor propõe manter as pessoas felizes e agradadas com pouco, se algum, auto-sacrifício. 

O evangelho da prosperidade ensina que Deus garante saúde e riqueza financeira se nós tivermos fé suficiente e praticar alguns princípios bíblicos básicos. 

Agora, permita-me introduzir o único verdadeiro evangelho – O Evangelho do Reino – que é a proclamação da lei e do reinado de Cristo sobre toda a vida

Primeiro, Jesus usa a palavra “Reino” em várias passagens da escritura, incluindo Mateus 4:17, Lucas 10:9, Marcos 1:15, Lucas 17:20-21, João 18:36 e Mateus 7:13-14. Se você deseja entender o que “Reino” significa, então leia as palavras do Rei! Esteja atento ao contexto.

Depois, o manifesto do Evangelho do Reino é encontrado em Mateus 5:3-12. Tire um momento e leia esses versículos. SEIS vezes em Mateus 5,  Jesus disse “Vocês tem ouvido o que a lei de Moisés diz…MAS EU DIGO.”

Finalmente, o cerne (ou a pura essência) do Evangelho do Reino é uma aderente fidelidade ao comando de Jesus, “Siga-Me”. Jesus fala sobre pessoas o seguindo em 23 vezes:

  • Mateus4:19, 8:22, 9:9, 10:38, 16:24, 19:21, 19:28
  • Marcos 1:17, 2:14, 8:34, 10:21
  • Lucas 5:27, 9:23, 9:59, 14:27, 18:22
  • João 1:43, 8:12, 10:27, 12:26, 13:36, 21:19, 21:22

Um pensamento conclusivo:  Como eu externei semana passada, teologia bíblica (e sistemática) é de MUITA IMPORTÂNCIA! A teologia que você abraça afeta o propósito, motivação e funcionalidade dos pequenos grupos na igreja. 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Aquecendo a paixão

 Aquecendo a paixão

Andrew Kirk, Diretor do “Generation 2 generation”, Website – www.G2gMandate.org, Mídia Social – @G2gMandate

A paixão é a chave para a inspiração, para o incentivo, para a continuidade das ações e para que seja possível prosseguir navegando entre os altos e baixos. É a paixão que cria o “momento”. Ela não é ensinada, é abraçada. A paixão precisa possuir o coração da pessoa, até que se torne efetivamente parte de quem ela é.

Então, quais são algumas chaves para que a paixão seja aquecida?

Uma experiência positiva do viver em células

cria o desejo de viver cada vez mais desta maneira. Quando as pessoas têm experiências negativas, isso faz diminuir seu desejo por retornar. Precisamos nos esforçar para que nossas células sejam sadias. Células sadias se multiplicarão e a visão vai se espalhar com entusiasmo.

A pessoas querem experimentar as “vantagens”

de fazer parte de uma célula. Quando a célula é usada por Deus como instrumento de cura e transformação na vida das pessoas, família e igreja, o testemunho que se segue provoca a paixão tanto em quem testemunha quando naqueles que o ouvem. Se não houver “vantagens” então pode ser difícil manter a paixão acesa. Uma sensação constante de que não se recebe nada e de que somente há batalhas nas questões da célula semana após semana, pode certamente fazer esfriar a paixão.

Ensinar e discutir o embasamento bíblico

para o viver em células reforçará a certeza de que tudo isso não é simplesmente uma boa ideia que desaparecerá quando a próxima ideia chegar. Ao invés disso, é o sentido real da vida da igreja, tanto nos tempos bíblicos como hoje em dia. A aplicação da Palavra de Deus nas células permitirá que as pessoas realmente apliquem estas verdades em suas próprias vidas. Eles também poderão avaliar-se através dos fundamentos bíblicos, se estão ou não vivendo em comunidade e praticando o amor um ao outro. Isto traz entendimento racional (logos) ao coração (rhema) e rhema traz paixão, uma paixão que naturalmente transborda para os outros, incluindo a próxima geração.,

A Bíblia constantemente fala sobre a Palavra de Deus estar no coração (Hebreus 8:10), pois é do coração que vem a paixão.

As pessoas precisam estar ativamente envolvidas na missão

e não apenas assistir ou ainda serem apenas recebedores, mas efetivamente contribuírem. Quanto mais se sentirem engajadas, recebendo e ministrando, mais elas se sentirão completamente integradas elas estarão na comunidade do Rei Jesus.

No final das contas, o mais importante é o amor por Jesus

e o desejo de fazer parte de uma comunidade em células onde o centro é Jesus. O amor a Ele e o amor pelas pessoas fazem parte do tecido que é o viver em células.

Estas são apenas algumas das chaves que podem ser utilizadas para aquecer a paixão pelo ministério em células.

Por que se encontrar nas casas?

 por Dr. Joshua David Lopez Grajeda, pastor presidente da Igreja North Nazareth, uma crescente igreja em célula na Cidade da Guatemala, Guatemala.

Deus vive em comunidade. Sua natureza está em viver em três pessoas em harmonia perfeita. O Filho obedece ao Pai, o Pai relaciona através do amor com o Filho e ambos interagem com o Espírito Santo. A palavra “Trindade”, de acordo com Berkhof em sua Teologia Sistemática, “não apenas indica a quantidade de três, mas também implica a união de três […] quando nós falamos da Trindade de Deus, nós referimos a uma Trindade em União e a uma Unidade que é Trina”. 

Em 1 Coríntios 12:4-6 nós vemos a Trindade agindo em harmonia em relação aos dons da igreja: “Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos.” A palavra “mesmo” aplicada para as três pessoas indica como Deus trabalha em comunhão ao partir seus dons para a igreja.

As igrejas primitivas reuniam-se nas casas e esse era o lugar onde Deus desenvolveu seu povo através da manifestação dos dons espirituais. Participar de um grupo de célula, participar em comunidade, ministrar e ser ministrado, é assumir o mesmo caráter essencial do Deus Triuno.

Deus criou todas as pessoas para ter comunhão. Nós não fomos criados para isolamento. E Ele decidiu relacionar com humanos, e Ele espera que nós vivamos em comunidade também. A cultura moderna é individualista e conduz a si mesmo no perigoso caminho do isolamento, anonimato e solidão. Jesus chama indivíduos não para manterem-se em isolamento, mas para se agregarem a uma nova comunidade do povo de Deus.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Você precisa seguir uma ordem de célula em particular?

Por Joel Comiskey
Uma líder de célula fértil em Tegucigalpa, Honduras, me disse que ela variou a ordem da reunião de célula a cada semana por causa da “variedade do tempero da vida”, ela disse. Ela queria evitar o tédio entre os membros. Por outro lado, um organizador de seminário me disse para exclusivamente enfatizar os 4Ws (em inglês: Welcome-bem-vindo, Worship- adoração, Word- palavra, Witness- testemunho) e não ensinar que os 4Ws poderiam ser variados de qualquer forma. Ele disse, “se você der a eles a liberdade para mudar a ordem dos 4Ws, eles não saberão o que fazer e os grupos serão um desastre. ”
Então quem está certo? Eu gosto dos 4 Ws, mas eles nunca devem ser seguidos cegamente, como se fossem inspirados por Deus. Pelo contrário, os 4Ws são um meio para um fim. Eles não são o fim em si. Lembre-se que o objetivo é fazer discípulos que fazem discípulos. O propósito da célula é construir cada membro para que ele seja transformado e se torne um seguidor de Jesus mais dedicado.
Como o líder faz isso? É aí onde o preenchimento do Espírito de Deus entra. Líderes eficazes são levados e guiados pelo Espírito Santo. Eles permitem que o Espírito de Deus os guie para liderar a reunião. Eles pedem a Jesus por sabedoria e então permitem que cada membro ministre um ao outro. O objetivo é desenvolver discípulos, não simplesmente ouvintes.
Ministrar um ao outro não pode ser ordenadamente encaixotado em uma ordem ou cronograma. John Wesley instruiu seus líderes de célula no século 18 a fazerem uma pergunta: “Como sua alma prosperou durante a semana passada?” Em outras palavras, como você tem estado com Jesus na última semana. Cada membro responderia e os membros foram encorajados a se perguntarem uns aos outros. Tratava-se de santidade e de se tornar discípulos de Jesus. Simples, certo? Essas aulas baseadas em casa mudaram a Inglaterra e a salvaram do desastre e o avivamento metodista aconteceu.
Eu não estou minimizando o planejamento diligente ou seguindo uma ordem clara, como os 4Ws. Isto é especialmente importante para aqueles que estão apenas começando a liderar um grupo de células. No entanto, precisamos ir além da ordem e entender o objetivo do ministério celular. Você está seguindo o Espírito de Deus? Você está permitindo que os membros ministrem uns aos outros?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

As Primeiras Células eram Dinâmicas

Por Mario Vega, www.elim.org.sv
No Novo Testamento nós encontramos diversas descrições das reuniões dos primeiros cristãos. Nós temos a tendência de ler essa passagem da nossa perspectiva de século 21. Mas isso é um erro de interpretação. Devemos lembrar que a igreja primitiva não tinha construções permanentes.
Pelo contrário, eles se reuniam nas casas. Sendo assim, as passagens que falam de reuniões da igreja são na verdade descrições de reuniões nas casas, isto é, o que agora chamamos de células.
Nesse contexto, e na visão dessa janela no tempo, podemos entender passagens como, “Sempre que vocês se reunirem, cada um de vocês tenha um salmo, tenha um ensino, tenha uma língua, tenha uma revelação, tenha uma interpretação. Tudo seja feito para edificação ” (1 Coríntios 14:26). Podemos observar as seguintes características:
1. A célula era muito dinâmica. Nela tinha componentes muito variados, tais como o canto, o ensino e o exercício dos dons do Espírito.
2. Todos participavam. “Cada um de vocês” fala de cada pessoa na célula. Não apenas alguns, mas todos e cada um.
3. Cada um contribuía com seu dom específico (línguas, revelação, interpretação, etc.)
4. Havia um interesse comum: edificar. “Tudo seja feito para edificação”.
Esta é uma das várias passagens do Novo Testamento que nos mostra como era uma reunião em casa. Edificar cada pessoa era o principal, mesmo que fossem muitos elementos para uma reunião. Vamos fazer nossas células semelhantes.

Por que nós fazemos as Células?

Mark Speeter, pastor presidente e fundador da Antioch Fullerton, www.antiochfullerton.com
Em meu primeiro ano na Universidade de Baylor, eu entrei em um célula na Antioch Community Church com medo, orgulho e muitas barreiras. Então, minha vida começou a se transformar. Vi pessoas adorando de todo o coração, confessando pecados e elas oravam as próprias palavras do Espírito sobre a minha vida. Durante o ano seguinte, minhas barreiras caíram, eu fiquei vulnerável, fui abraçado onde eu estava e meu coração começou a ser curado. Eventualmente eu me tornei um líder e pude ver dezenas de outros homens encontrarem Jesus na comunidade e serem libertos.
O que eu experimentei estava acontecendo em bem mais de cem células na Antioch em Waco, Texas. Centenas de meus colegas de faculdade estavam encontrando a Deus, sendo discipulados, ficando livres e sendo empoderados e fazerem discípulos. Hoje, muitos desses colegas lideram igrejas da Antioch Community Church de centenas de membros ou mais em todo os EUA, vendo movimentos de milhares internacionalmente, ou liderando famílias saudáveis e impactando seus mundos. O que começou como estudantes universitários vivendo uma comunidade de pequenos grupos explodiu, 15 anos depois, em milhares e milhares de pessoas se reunindo em igrejas ao redor do mundo.
Nosso movimento de igrejas com a Antioch Community Church está longe de ser perfeito, mas por que o nosso foco nas células tem sido eficaz? Considere esses dois princípios de Jesus e da Grande Comissão:
As vidas são transformadas na comunidade e no discipulado. Jesus poderia ter feito qualquer coisa durante seus anos de ministério, mas ele se concentrou em doze homens. Ele sabia que a mudança não aconteceria da noite para o dia, e seria necessário ter relacionamento: vendo-os em seus piores momentos, afirmando-os, repreendendo-os, ensinando-os e modelando todos os aspectos da vida cristã. Essas coisas que formam discípulos robustos e maduros não podem acontecer apenas em igrejas e seminários, elas têm que acontecer em relacionamentos reais e autênticos. Nós aprendemos que devemos seguir Jesus através das Escrituras e aprendemos como fazer isso através da comunidade. Não está faltando ensinamento na Igreja Ocidental, está faltando comunidades de discipulado (Mt 28:18-20).
O discipulado se move lentamente (relacionamento) para ir rápido (exponencial): Do ponto de vista do crescimento da igreja, Jesus pode ter sido inicialmente um fracasso. Jesus investiu seu tempo para construir alguns homens estudados que iriam virar o mundo de cabeça para baixo! Vamos pensar neste princípio: Se discipulamos três pessoas, que discipulam três pessoas, que fazem o mesmo: 1, 3, 9, 27, 81, 243, 729, 2.187, 6.561, 19.688, etc.
A Grande Comissão ainda permanece: não há como dizer o que Deus fará através de um pequeno grupo de pessoas dispostas a fazerem discípulos!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Apostila discipulado na visão do MDA em PDF para baixar

Visão mda, apostila, discipulado, acompanhamento inicial, visão celularA apostila de discipulado mda que está em pdf para você baixar, é chamada de acompanhamento inicial I.

Essa apostila é usado no processo de consolidação do novo discípulo e está no trilho de liderança, então é um pré-requisito para todo membro de célula. 

Quer baixar essa apostila e muito mais materiais? Preencha o formulário abaixo que estarei te encaminhando o material solicitado.
Ou me mande um Whatsapp (51) 8122-0231

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Os Valores do Trabalho Celular

por Mario Vega, http://www.elim.org.sv/
Ao falar sobre o modelo celular, muitas pessoas continuam ligando-o com o crescimento da igreja. Eles acham que ao adotar o modelo celular terão uma igreja enorme. Mas se nós olharmos atentamente, vamos perceber que igrejas enormes são mais exceções do que a regra do movimento celular. O verdadeiro propósito do ministério de células não é estritamente o crescimento numérico, mas um retorno ao modelo do Novo Testamento e aos valores fundamentais do cristianismo.
Se o objetivo é se tornar uma igreja enorme, o pastor ficará preocupado principalmente em como multiplicar as células, qual é o papel do líder, quanto tempo leva para multiplicar uma célula, e assim por diante. Estas questões refletem o desejo de encontrar a chave mestra que de alguma forma vai abrir o caminho para se tornar uma super igreja. Mas ao se concentrar no crescimento, pode-se negligenciar aspectos essenciais da vida cristã, como o discipulado, o uso dos dons, o ministério dos crentes, e da comunidade como o corpo de Cristo.
O foco deve ser o fundamento bíblico do ministério de células. Os valores e princípios são o essencial. Eles são inalteráveis​​, porque são governados pela Palavra de Deus. Os modelos, ao contrário, não são transferíveis, eles não devem ser copiados. Infelizmente a maioria das perguntas que as pessoas fazem estão relacionadas ao modelo e não aos valores e princípios. Mas estes são os que dão vida ao modelo, e não o contrário.
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Mario

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Aplicação do Sermão Baseado na Célula

por Randall Neighbour
Por um certo número de meses, convidei todo o pastor que ligava para nosso ministério a me enviar um roteiro de célula recente, e eu me oferecia a revisá-lo para ele. Com apenas algumas exceções, eram todos longos demais, não ajudavam as pessoas a experimentar plenamente a presença, poder e propósitos de Cristo em seu meio, e continham perguntas demais, a maioria das quais eram de natureza interpretativa. Ugh!
O Joel escreveu sobre como criar um roteiro de célula eficaz em ___________________, então não vou repetir o que ele já fez um excelente trabalho comunicando. Mas eu irei adicionar o seguinte:
  • Seus roteiros devem ter um ou dois quebra-gelos que o grupo possa escolher.
  • Seu roteiro deve ter um parágrafo de instrução para o líder de louvor manter as pessoas na trilha certa e abastecê-las com formas criativas para adorar além de apenas cantar músicas de adoração. .
  • Seus roteiros devem conter de 2 a 3 perguntas que provoquem o compartilhamento transparente na reunião, e entre os membros nos dias entre as reuniões, assim como uma pergunta para ajudá-los a se concentrarem na passagem e a entendê-la.
  • Seus roteiros devem incluir desafios práticos para “pôr os pés” sobre a verdade de Deus sendo compartilhada naquela noite. Sugestão: Dê aos membros do grupo um par de atividades práticas a completar. (As lições aprendidas podem ser compartilhadas durante a adoração da próxima semana)
  • Seus roteiros devem incluir tempo para orar pelos perdidos, um dos muito únicos aspectos do evangelismo relacional.
Escrever roteiros que alcancem esse tipo de interação e impulso missionário não é fácil para o pastor típico. Isso leva um conjunto de habilidades completamente diferentes em comparação com alguém que escreve esboços de estudos da Bíblia (o que é como cair da cama para o pastor comum).
Você se acha uma estrela do rock quando se trata de escrever roteiros? Mostre esse blog para um número de membros do seu grupo (eles dão um comentário muito mais direto comparado aos líderes) e pergunte a eles se seus roteiros estão à altura! Se não estiverem, peça a ajuda de alguém da congregação que entende os objetivos da reunião da célula para mobilizar os membros do grupo a ministrarem uns aos outros, e a colaborarem na missão um com o outro para atingir seu mundo para Cristo e discipular aqueles que eles alcançam.
” A prova está no pudim” (=para provar é preciso experimentar), como minha mãe diz. Os encontros do seu grupo de célula são animadores e transformadores de vida? Eles efetivamente mobilizam os membros para a ministração? Você tem visto o crescimento de conversão nos grupos, e não só no altar? Se não, é hora de pensar além do óbvio com seus roteiros. É um ótimo lugar para começar o processo de mudança.
Quer um exemplo? Confira essa amostra de um roteiro escrito por Jim Egli e Scott Boren: http://www.touchusa.org/store/outward.pdf
Randall Neighbour é o presidente do “TOUCH Outreach Ministries” (www.touchusa.org) e o autor de “The Naked Truth About Small Group Ministry: When it won’t work and what to do about it”. Você pode ler mais de seus pensamentos em www.randallneighbour.com.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Prestação de Contas—um ingrediente essencial

por Steve Cordle, www.crossroadsumc.org
“Isso vai cair na prova?” Todos os professores já ouviram essa pergunta de seus alunos. Traduzido, isso quer dizer “Eu posso ignorar essa parte da aula com segurança?”. Afinal, se não vai cair na prova, por que se preocupar com isso?
A beleza de basear o grupo de célula no ensinamento do final de semana é que nós podemos construir em nossas igrejas uma mentalidade de “ouça e obedeça”. Ou seja, as pessoas ouvem o ensino da Escritura no fim de semana, e então vão para os seus grupos para se concentrar em sua aplicação.
No entanto, se nós realmente esperamos que os membros ajam conforme o que ouviram na célula, nós precisamos ajudá-los dando continuidade na semana seguinte. Jesus ensinou aos seus discípulos, depois enviou-os para ministrar, e então os interrogou depois que eles voltaram. Nós podemos fazer o mesmo com nossos membros de célula:
1. Faça perguntas orientadas para ação que desafiem os membros a agir.
2. Limite questões que incitem conversas cerebrais e, no lugar, mantenha o foco na aplicação pessoal. Não se contente com uma troca de opiniões, procure provocar o compartilhamento pessoal. Eu prefiro ouvir “Eu sempre quis…”, ao invés de “O problema com a sociedade de hoje é…”. Alguns exemplos incluem:
– “Dos três pontos de ação que o pastor compartilhou, qual é mais fácil para você fazer? Qual é mais difícil?”
– Questões-chave orientadas para ação. Escolha um ou dois dos principais pontos de ação da pregação e crie uma questão que vai desafiar as pessoas a aplicá-los.
“Compartilhe sobre uma vez que você fez isso…”
“O que você vai fazer sobre isso nessa semana?”
“Qual obstáculo você terá de enfrentar a fim de fazer isso?”
3. Faça perguntas de acompanhamento da semana anterior. Inclua questões como, “Como foi na última semana com seu [passos de ação que tomou]”. Isso abre a porta para que os membros compartilhem relatos emocionantes de fé em ação.
Uma reunião se torna mais inspiradora quando nós ouvimos histórias sobre membros que estão se arriscando por Cristo e vendo Ele trabalhar em suas vidas. Isso também cria uma expectativa de que eles de fato vão seguir adiante em suas decisões.
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Steve

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Princípios para Palavras Dinâmicas

por Ernesto Humeniuk, www.oikoslatino.org
O que não fazer
1. Não discuta o sermão. Apesar de as células deverem seguir o mesmo tema do sermão de domingo, o propósito da reunião não deve ser uma discussão do sermão. Por quê? Porque esperançosamente haverá pessoas no grupo que não estavam no domingo!
2. Não pregue. O objetivo é levar as pessoas a interagirem com a Bíblia e não com a mensagem do pastor. Lembre-se de que a palavra da célula não é o momento para o(a) líder de célula pregar seu próprio mini-sermão. Essa é sempre uma tentação para aqueles que anteriormente seguiam o modelo de ministério da escola dominical.
3. Entrar nos detalhes obscuros de uma passagem e intimidar pessoas a entrarem dentro daquelas verdades escondidas. O foco deve ser a aplicação da Bíblia e o que aqueles versículos dizem para nossa vida diária. O objetivo é a transformação, ao invés da informação. Os líderes de célula podem ocasionalmente, mas nem sempre, desviar-se da passagem se ele ou ela sente que há necessidades importantes no grupo.
Forme um sistema para preparar ótimas palavras
Você deve decidir quem vai preparar a palavra da célula. Não é difícil de fazer e não exige muito tempo. Alguns pastores preferem fazê-lo eles mesmos, e eu acho que essa é uma boa ideia. Afinal, o pastor deve saber que através da palavra da célula, os membros estão aplicando o seu sermão para suas vidas diárias. A palavra não só traz coesão de doutrina mas também impede as pessoas de seguirem suas próprias "ideias de estimação" e assuntos favoritos. Alguns pastores gostam de pedir para um membro da equipe preparar a palavra, e isso funciona muito bem para alguns. No entanto, para outra pessoa fazê-lo, o pastor deve determinar os temas da pregação e o esboço da palavra da célula com bastante antecedência.
Palavras Dinâmicas
Coloque a data, o tema e o texto bíblico no cabeçalho (isso torna mais fácil para o líder acompanhar). Eu recomendo dividir a palavra em três partes:
  • Presença de Cristo
  • Poder de Cristo
  • Propósito de Cristo
Alguns preferem os quatro Es:
  • Encontro
  • Exaltação
  • Edificação
  • Evangelismo
Sugira um quebra-gelo para a primeira parte. Isso ajuda a unir o grupo. Na parte da adoração, não tente imitar a adoração de domingo. É melhor escolher músicas simples que as pessoas já conhecem. Escreva as palavras, para que as pessoas possam acompanhar. Se você não tem pessoas no grupo com talento musical (por exemplo violão, piano), apenas use um tocador de CD ou música pré-gravada.
Durante a hora da palavra, certifique-se de que as pessoas saibam que o objetivo é a edificação (edificar um ao outro). Todos devem participar porque não há só um "construtor". As perguntas da palavra não devem se concentrar principalmente no conhecimento, mas na aplicação. Algumas perguntas são complexas demais e exigem um conhecimento profundo da Bíblia para responder– evite esse tipo de pergunta.
Finalmente, durante a última parte, certifique-se de que o grupo tem uma visão de alcançar o mundo perdido para Jesus.
Você desenvolverá precisão conforme caminha, então não sinta como se você tivesse que saber tudo imediatamente. Eu realmente espero que esses princípios te apontem para a direção certa.
Ernesto

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Concentrando em Uma Coisa

por Mario Vega, http://www.elim.org.sv/
Antes de adotar o modelo de células, a igreja Elim tinha muitos ministérios evangelísticos e atividades. Nós, como a juventude da igreja, éramos os que dedicavam nosso tempo para esse fim. O desejo de alcançar o perdido era tão forte que nós evangelizávamos nos ônibus, parques, cinemas, centros esportivos, ruas, mercados, aeroportos e em quaisquer locais onde havia grande concentração de pessoas.
Nós organizávamos um “quadro” para a juventude, e eu era o responsável pelo fornecimento da leitura evangelística. Meu trabalho era contatar várias instituições a fim de adquirir folhetos evangelísticos. Eu tinha todo um sistema de correspondência postal através do qual eu recebia milhares desses panfletos o tempo todo. Nós distribuíamos esses panfletos por toda São Salvador e pregávamos o evangelho como e da forma que podíamos. Usamos algumas estratégias inusitadas para aquela época, como bexigas, marchas, músicas, posteres, etc…
Entretanto, quando iniciamos o trabalho em células, descobrimos que poderíamos ser ainda mais consistentes e divulgar mais permanentemente através dos encontros nos lares. Ademais, havia outra vantagem importante: aqueles que foram salvos recebiam follow-up natural e efetivo. Isto é algo que não ocorria muito nas estratégias usadas anteriormente. Na verdade, nos convencemos tão facilmente dos benefícios nos modelos de célula que todas as atividades anteriores foram canceladas para nos concentrar apenas no ministérios de células nas casas.
Depois de 27 anos, esta concentração e especialização de evangelismo nas casas resultaram em um impacto evangelístico muito mais efetivo do que se tivéssemos continuado o empolgante mas dispersos esforços das nossas atividades evangelísticas anteriores. No ministério de células, assim como em todas as outras áreas da vida, concentração é a chave para a eficácia.
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Aprendendo a dizer NÃO

por Joel Comiskey
Tenho a certeza de que aprender a dizer não é um dos mais importantes princípios na igreja em células. Existem um milhão de coisas boas que virão batendo – até esmurrando – a porta da sua igreja. Estes são os programas bem intencionados de pessoas bem intencionadas, mas eles certamente desacelerarão o seu ministério de células. Não é uma palavra abençoada na igreja em células. Se você não aprender a dizer não, seu sistema vai estribuchar.
Quantas vezes eu ouvi: “Este programa vai fortalecer nosso ministério de células formando líderes melhores…”. Tome cuidado com este tipo de argumento. De certa forma, cada programa no mercado pode trazer algum benefício ao líder de célula a longo prazo. Mas no decorrer, este programa acabará por afastá-lo do seu objetivo principal. Eles requerem muito tempo extra e normalmente apenas beneficiam indiretamente ao líder de célula.
Não crie programas esperando que eles beneficiarão de certa forma o ministério de célula a longo prazo. Billy Hornsbee escreveu: “Existem muitas ideias que queremos vincular às células para ajudá-las a terem sucesso. Essas atribuições são simplesmente desnecessárias. Na verdade, elas acabarão sobrecarregando tanto as células que eles se tornarão um fator “sobrecarga” que matarão os grupos de célula um a um junto com a liderança” (série Segurando a Colheita). Reconhecidamente, após a filosofia do ministério de células ter sido completamente formulada como revestimento da igreja, outros ministérios podem ser criados, mas esses novos ministérios não podem ser vistos como competitivos porque todos do grupo entendem ondem eles se encaixam e todos aqueles que participam estão envolvidos nas células.
Mas a maioria das igrejas estão muito acostumadas ao tradicional, tipo de ministério que você deve aprender a dizer não. Isto é particularmente verdade nos estágios iniciais – antes o ministério da igreja em célula é um modo de vida. Neste estágio inicial, você deve ser excessivamente cuidadoso com a adição de novos programas. É como plantar um novo jardim. Você deve dar às sementes a oportunidade de crescer enraizando-se na grama, que pode destruir o novo crescimento. Você deve regar e fornecer suficiente luz solar. Quando você implanta a filosofia de igreja em célula, você protege sua nova filosofia dos programas e atividades competitivas do nível do mato da igreja. Para muitas igrejas, transicionar para o estilo de vida de células é sensato fixar uma moratória sobre novos programas por um certo período de tempo. Diga as pessoas que você precisa estabelecer a filosofia da célula como um meio de vida na igreja.
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Coisas que Realmente Importam

por Jeff Tunnell
“As coisas que mais importam nunca devem ficar à mercê das coisas que menos importam” (Goethe).
Princípios de liderança nos ensinam: É mais fácil dizer “Não” quando existe um grande “Sim!”
Estabelecer nossos valores no ministério de células e resultados desejados no cuidado pastoral, formação espiritual, maturidade e evangelismo eficaz é como definir um alvo no outro lado do campo. Fornece ao Pastor de Células e ao líder um ponto de foco pré definido em tempos de teste. Quando programas concorrentes são oferecidos, é muito mais fácil reconhecer que a distração afeta o nosso alvo. Ter o alvo no local certo define para onde estamos atirando e nos previne de perseguir tudo o que corre pelo campo entre nós e nosso objetivo.
Quando surgirem programas concorrentes, pergunte-se o seguinte:
• Como isso auxiliará os líderes de célula?
• Como isso fará avançar o ministério de células?
• O que isto extrairá do sucesso das células e dos líderes?
• Isto drenará recursos de tempo, dinheiro ou pessoas do sucesso da célula?
Uma pergunta muito relevante a se perguntar é esta: “As minhas prioridades do ministério de células estão profundamente enraizadas no meu coração e mente?” Se sim, você se organizará e executará em torno dessas prioridades toda vez que você precisar dizer “Sim” ou “Não” a algo. Se você não estabelecer esta questão você perderá o equilíbrio ao mirar e perderá o alvo.
Pare agora, releia o último parágrafo e responda à pergunta – a resposta é crucial.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Quando o Maior Não é o Melhor

por Steve Cordle, www.crossroadsumc.org
Um comercial popular nos EUA mostra um homem sentado à mesa com crianças pequenas, que perguntava, “Qual é o melhor, o maior ou o menor?” Todas as crianças responderam gritando, “O maior!”
No entanto, quando se trata do crescimento da igreja, a resposta correta pode ser “O menor”, pelo menos quanto ao discipulado.
Quando a igreja do Novo Testamento se reunia, era geralmente em casas e, assim, em grupos pequenos. O número relativamente pequeno de pessoas tornava possível a cada uma participar ativamente de formas que são impossíveis em uma grande reunião. Em 1 Coríntios 14:26 está escrito, “Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em uma língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja.” Os encontros da igreja primitiva eram altamente interativos.  Isso permitia aos crentes compartilharem com os outros o que Deus estava ensinando e praticarem seus dons espirituais.  Isso levou a uma saudável, igreja vital (“para a edificação da igreja”).
Grandes multidões reunidas para adorar são empolgantes em muitas formas. Mas por suas naturezas elas são vias de “mão única”; a comunicação flui da frente para a multidão. Discipulado e ministração pessoal podem ser mais bem facilitados em uma pequena reunião. Se a missão da sua igreja é fazer discípulos, então não faz mais sentido priorizar o ambiente que é mais eficaz em fazer isso?
Colocar pequenos grupos de célula no centro do ministério de sua igreja pode resultar em discípulos mais fortes. Pode ser tentador pensar que oferecer uma vasta variedade de programas ministeriais e opções vai significar em “algo para todos”. Mas na realidade, o que todos precisam é a oportunidade de se desenvolver espiritualmente em um ambiente onde eles podem participar ativamente no ministério. Não permita que outros programas bem-intencionados dominem isso. Mantenha o principal como o principal, e então a igreja será edificada.
Steve