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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Incentivado

 Incentivado

Por Steve Cordle, www.crossroadsumc.org

Jay estava me falando sobre um culto poderoso de homens que ele participara anos atrás. Durante a mensagem o pregador disse “se você está envolvido em relacionamento que não seja com sua esposa, vá fazer a ligação de fim de relacionamento agora.” Era uma mensagem comovente, direto da Bíblia e entregue com convicção.

Jay estava envolvido com outra mulher, mas ele permaneceu em seu assento. Ele entendeu a mensagem. Ele concordou que era mensagem de Deus. Ele sentiu a motivação. Mas ele nunca fez aquela ligação, e isso resultou em muito mais tristeza e dor nos anos seguintes. (Louvado seja Deus, hoje ele está andando com o Senhor)

Jay sentiu mais emoção naquele culto do em toda sua vida, mas ele não percebeu que ele saiu do culto com o coração mais endurecido do que quando entrou na igreja, porque ele havia se desviado da convicção do Espírito.

Infelizmente, esse tipo de cena é repetido em milhares de frequentadores de igreja toda semana (ao menos pré-Covid). Eles ouvem a mensagem pregada, mas eles não respondem. Eles podem até gostar do louvor e sentir um arrepio de uma música maravilhosa. Porém, ao ouvir e não agir ao que eles ouviram, eles enganam a si mesmos em acharem que estão crescendo espiritualmente quando eles não estão. (Tiago 1:22)

Ao invés de sair daquele comovente culto de louvor, e se o Jay tivesse sentado com alguns outros homens que o conhecesse e o amasse o suficiente para perguntar “Jay, você precisa fazer a ligação? Se sim, eu ficarei ao seu lado enquanto você liga.”

É isso que pode acontecer em um grupo de célula saudável.

Hebreus 10:24 – E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

As Primeiras Células eram Dinâmicas

Por Mario Vega, www.elim.org.sv
No Novo Testamento nós encontramos diversas descrições das reuniões dos primeiros cristãos. Nós temos a tendência de ler essa passagem da nossa perspectiva de século 21. Mas isso é um erro de interpretação. Devemos lembrar que a igreja primitiva não tinha construções permanentes.
Pelo contrário, eles se reuniam nas casas. Sendo assim, as passagens que falam de reuniões da igreja são na verdade descrições de reuniões nas casas, isto é, o que agora chamamos de células.
Nesse contexto, e na visão dessa janela no tempo, podemos entender passagens como, “Sempre que vocês se reunirem, cada um de vocês tenha um salmo, tenha um ensino, tenha uma língua, tenha uma revelação, tenha uma interpretação. Tudo seja feito para edificação ” (1 Coríntios 14:26). Podemos observar as seguintes características:
1. A célula era muito dinâmica. Nela tinha componentes muito variados, tais como o canto, o ensino e o exercício dos dons do Espírito.
2. Todos participavam. “Cada um de vocês” fala de cada pessoa na célula. Não apenas alguns, mas todos e cada um.
3. Cada um contribuía com seu dom específico (línguas, revelação, interpretação, etc.)
4. Havia um interesse comum: edificar. “Tudo seja feito para edificação”.
Esta é uma das várias passagens do Novo Testamento que nos mostra como era uma reunião em casa. Edificar cada pessoa era o principal, mesmo que fossem muitos elementos para uma reunião. Vamos fazer nossas células semelhantes.

Por que nós fazemos as Células?

Mark Speeter, pastor presidente e fundador da Antioch Fullerton, www.antiochfullerton.com
Em meu primeiro ano na Universidade de Baylor, eu entrei em um célula na Antioch Community Church com medo, orgulho e muitas barreiras. Então, minha vida começou a se transformar. Vi pessoas adorando de todo o coração, confessando pecados e elas oravam as próprias palavras do Espírito sobre a minha vida. Durante o ano seguinte, minhas barreiras caíram, eu fiquei vulnerável, fui abraçado onde eu estava e meu coração começou a ser curado. Eventualmente eu me tornei um líder e pude ver dezenas de outros homens encontrarem Jesus na comunidade e serem libertos.
O que eu experimentei estava acontecendo em bem mais de cem células na Antioch em Waco, Texas. Centenas de meus colegas de faculdade estavam encontrando a Deus, sendo discipulados, ficando livres e sendo empoderados e fazerem discípulos. Hoje, muitos desses colegas lideram igrejas da Antioch Community Church de centenas de membros ou mais em todo os EUA, vendo movimentos de milhares internacionalmente, ou liderando famílias saudáveis e impactando seus mundos. O que começou como estudantes universitários vivendo uma comunidade de pequenos grupos explodiu, 15 anos depois, em milhares e milhares de pessoas se reunindo em igrejas ao redor do mundo.
Nosso movimento de igrejas com a Antioch Community Church está longe de ser perfeito, mas por que o nosso foco nas células tem sido eficaz? Considere esses dois princípios de Jesus e da Grande Comissão:
As vidas são transformadas na comunidade e no discipulado. Jesus poderia ter feito qualquer coisa durante seus anos de ministério, mas ele se concentrou em doze homens. Ele sabia que a mudança não aconteceria da noite para o dia, e seria necessário ter relacionamento: vendo-os em seus piores momentos, afirmando-os, repreendendo-os, ensinando-os e modelando todos os aspectos da vida cristã. Essas coisas que formam discípulos robustos e maduros não podem acontecer apenas em igrejas e seminários, elas têm que acontecer em relacionamentos reais e autênticos. Nós aprendemos que devemos seguir Jesus através das Escrituras e aprendemos como fazer isso através da comunidade. Não está faltando ensinamento na Igreja Ocidental, está faltando comunidades de discipulado (Mt 28:18-20).
O discipulado se move lentamente (relacionamento) para ir rápido (exponencial): Do ponto de vista do crescimento da igreja, Jesus pode ter sido inicialmente um fracasso. Jesus investiu seu tempo para construir alguns homens estudados que iriam virar o mundo de cabeça para baixo! Vamos pensar neste princípio: Se discipulamos três pessoas, que discipulam três pessoas, que fazem o mesmo: 1, 3, 9, 27, 81, 243, 729, 2.187, 6.561, 19.688, etc.
A Grande Comissão ainda permanece: não há como dizer o que Deus fará através de um pequeno grupo de pessoas dispostas a fazerem discípulos!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Aplicação do Sermão Baseado na Célula

por Randall Neighbour
Por um certo número de meses, convidei todo o pastor que ligava para nosso ministério a me enviar um roteiro de célula recente, e eu me oferecia a revisá-lo para ele. Com apenas algumas exceções, eram todos longos demais, não ajudavam as pessoas a experimentar plenamente a presença, poder e propósitos de Cristo em seu meio, e continham perguntas demais, a maioria das quais eram de natureza interpretativa. Ugh!
O Joel escreveu sobre como criar um roteiro de célula eficaz em ___________________, então não vou repetir o que ele já fez um excelente trabalho comunicando. Mas eu irei adicionar o seguinte:
  • Seus roteiros devem ter um ou dois quebra-gelos que o grupo possa escolher.
  • Seu roteiro deve ter um parágrafo de instrução para o líder de louvor manter as pessoas na trilha certa e abastecê-las com formas criativas para adorar além de apenas cantar músicas de adoração. .
  • Seus roteiros devem conter de 2 a 3 perguntas que provoquem o compartilhamento transparente na reunião, e entre os membros nos dias entre as reuniões, assim como uma pergunta para ajudá-los a se concentrarem na passagem e a entendê-la.
  • Seus roteiros devem incluir desafios práticos para “pôr os pés” sobre a verdade de Deus sendo compartilhada naquela noite. Sugestão: Dê aos membros do grupo um par de atividades práticas a completar. (As lições aprendidas podem ser compartilhadas durante a adoração da próxima semana)
  • Seus roteiros devem incluir tempo para orar pelos perdidos, um dos muito únicos aspectos do evangelismo relacional.
Escrever roteiros que alcancem esse tipo de interação e impulso missionário não é fácil para o pastor típico. Isso leva um conjunto de habilidades completamente diferentes em comparação com alguém que escreve esboços de estudos da Bíblia (o que é como cair da cama para o pastor comum).
Você se acha uma estrela do rock quando se trata de escrever roteiros? Mostre esse blog para um número de membros do seu grupo (eles dão um comentário muito mais direto comparado aos líderes) e pergunte a eles se seus roteiros estão à altura! Se não estiverem, peça a ajuda de alguém da congregação que entende os objetivos da reunião da célula para mobilizar os membros do grupo a ministrarem uns aos outros, e a colaborarem na missão um com o outro para atingir seu mundo para Cristo e discipular aqueles que eles alcançam.
” A prova está no pudim” (=para provar é preciso experimentar), como minha mãe diz. Os encontros do seu grupo de célula são animadores e transformadores de vida? Eles efetivamente mobilizam os membros para a ministração? Você tem visto o crescimento de conversão nos grupos, e não só no altar? Se não, é hora de pensar além do óbvio com seus roteiros. É um ótimo lugar para começar o processo de mudança.
Quer um exemplo? Confira essa amostra de um roteiro escrito por Jim Egli e Scott Boren: http://www.touchusa.org/store/outward.pdf
Randall Neighbour é o presidente do “TOUCH Outreach Ministries” (www.touchusa.org) e o autor de “The Naked Truth About Small Group Ministry: When it won’t work and what to do about it”. Você pode ler mais de seus pensamentos em www.randallneighbour.com.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Prestação de Contas—um ingrediente essencial

por Steve Cordle, www.crossroadsumc.org
“Isso vai cair na prova?” Todos os professores já ouviram essa pergunta de seus alunos. Traduzido, isso quer dizer “Eu posso ignorar essa parte da aula com segurança?”. Afinal, se não vai cair na prova, por que se preocupar com isso?
A beleza de basear o grupo de célula no ensinamento do final de semana é que nós podemos construir em nossas igrejas uma mentalidade de “ouça e obedeça”. Ou seja, as pessoas ouvem o ensino da Escritura no fim de semana, e então vão para os seus grupos para se concentrar em sua aplicação.
No entanto, se nós realmente esperamos que os membros ajam conforme o que ouviram na célula, nós precisamos ajudá-los dando continuidade na semana seguinte. Jesus ensinou aos seus discípulos, depois enviou-os para ministrar, e então os interrogou depois que eles voltaram. Nós podemos fazer o mesmo com nossos membros de célula:
1. Faça perguntas orientadas para ação que desafiem os membros a agir.
2. Limite questões que incitem conversas cerebrais e, no lugar, mantenha o foco na aplicação pessoal. Não se contente com uma troca de opiniões, procure provocar o compartilhamento pessoal. Eu prefiro ouvir “Eu sempre quis…”, ao invés de “O problema com a sociedade de hoje é…”. Alguns exemplos incluem:
– “Dos três pontos de ação que o pastor compartilhou, qual é mais fácil para você fazer? Qual é mais difícil?”
– Questões-chave orientadas para ação. Escolha um ou dois dos principais pontos de ação da pregação e crie uma questão que vai desafiar as pessoas a aplicá-los.
“Compartilhe sobre uma vez que você fez isso…”
“O que você vai fazer sobre isso nessa semana?”
“Qual obstáculo você terá de enfrentar a fim de fazer isso?”
3. Faça perguntas de acompanhamento da semana anterior. Inclua questões como, “Como foi na última semana com seu [passos de ação que tomou]”. Isso abre a porta para que os membros compartilhem relatos emocionantes de fé em ação.
Uma reunião se torna mais inspiradora quando nós ouvimos histórias sobre membros que estão se arriscando por Cristo e vendo Ele trabalhar em suas vidas. Isso também cria uma expectativa de que eles de fato vão seguir adiante em suas decisões.
Comentários?
Steve

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Princípios para Palavras Dinâmicas

por Ernesto Humeniuk, www.oikoslatino.org
O que não fazer
1. Não discuta o sermão. Apesar de as células deverem seguir o mesmo tema do sermão de domingo, o propósito da reunião não deve ser uma discussão do sermão. Por quê? Porque esperançosamente haverá pessoas no grupo que não estavam no domingo!
2. Não pregue. O objetivo é levar as pessoas a interagirem com a Bíblia e não com a mensagem do pastor. Lembre-se de que a palavra da célula não é o momento para o(a) líder de célula pregar seu próprio mini-sermão. Essa é sempre uma tentação para aqueles que anteriormente seguiam o modelo de ministério da escola dominical.
3. Entrar nos detalhes obscuros de uma passagem e intimidar pessoas a entrarem dentro daquelas verdades escondidas. O foco deve ser a aplicação da Bíblia e o que aqueles versículos dizem para nossa vida diária. O objetivo é a transformação, ao invés da informação. Os líderes de célula podem ocasionalmente, mas nem sempre, desviar-se da passagem se ele ou ela sente que há necessidades importantes no grupo.
Forme um sistema para preparar ótimas palavras
Você deve decidir quem vai preparar a palavra da célula. Não é difícil de fazer e não exige muito tempo. Alguns pastores preferem fazê-lo eles mesmos, e eu acho que essa é uma boa ideia. Afinal, o pastor deve saber que através da palavra da célula, os membros estão aplicando o seu sermão para suas vidas diárias. A palavra não só traz coesão de doutrina mas também impede as pessoas de seguirem suas próprias "ideias de estimação" e assuntos favoritos. Alguns pastores gostam de pedir para um membro da equipe preparar a palavra, e isso funciona muito bem para alguns. No entanto, para outra pessoa fazê-lo, o pastor deve determinar os temas da pregação e o esboço da palavra da célula com bastante antecedência.
Palavras Dinâmicas
Coloque a data, o tema e o texto bíblico no cabeçalho (isso torna mais fácil para o líder acompanhar). Eu recomendo dividir a palavra em três partes:
  • Presença de Cristo
  • Poder de Cristo
  • Propósito de Cristo
Alguns preferem os quatro Es:
  • Encontro
  • Exaltação
  • Edificação
  • Evangelismo
Sugira um quebra-gelo para a primeira parte. Isso ajuda a unir o grupo. Na parte da adoração, não tente imitar a adoração de domingo. É melhor escolher músicas simples que as pessoas já conhecem. Escreva as palavras, para que as pessoas possam acompanhar. Se você não tem pessoas no grupo com talento musical (por exemplo violão, piano), apenas use um tocador de CD ou música pré-gravada.
Durante a hora da palavra, certifique-se de que as pessoas saibam que o objetivo é a edificação (edificar um ao outro). Todos devem participar porque não há só um "construtor". As perguntas da palavra não devem se concentrar principalmente no conhecimento, mas na aplicação. Algumas perguntas são complexas demais e exigem um conhecimento profundo da Bíblia para responder– evite esse tipo de pergunta.
Finalmente, durante a última parte, certifique-se de que o grupo tem uma visão de alcançar o mundo perdido para Jesus.
Você desenvolverá precisão conforme caminha, então não sinta como se você tivesse que saber tudo imediatamente. Eu realmente espero que esses princípios te apontem para a direção certa.
Ernesto